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7 de julho de 2026 — Tier2 Systems

Trabalho Não Faturável: O Que Preenche os 30%

A maioria das consultorias mede utilização faturável, mas não detalha o tempo não faturável. Veja o que realmente ocupa esse espaço e o que dá para reduzir.

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Sua utilização faturável está por volta de 70%. Você sabe disso porque acompanha o indicador. Agora pergunte o que preenche os outros 30% e a maioria das consultorias fica sem resposta.

Esse espaço não é mistério nenhum. Reuniões internas, tarefas administrativas, relatórios de status, propostas e coordenação operacional ocupam boa parte dele. Parte disso é necessário. Parte é atrito que foi crescendo sem controle porque ninguém parou para medir. Segundo o SPI Research 2025 PS Maturity Benchmark, a utilização faturável média em serviços profissionais caiu para 68,9%, contra 73,2% em anos anteriores. As empresas estão perdendo terreno e a maioria não sabe para onde o tempo vai.

Quem melhora utilização de verdade não sai pressionando o time a faturar mais horas. Classifica o tempo não faturável em categorias, identifica o desperdício e corta.

Como o Tempo Não Faturável Realmente Se Distribui

Trabalho não faturável se divide em cinco categorias, mais ou menos. As três primeiras são investimentos. As duas últimas são atrito.

Investimentos estratégicos:

  • Desenvolvimento comercial e propostas. Responder RFPs, participar de reuniões de prospecção, construir relacionamento com clientes. Gera receita futura, então faz sentido estar aqui.
  • Treinamento e desenvolvimento profissional. Certificações, compartilhamento de conhecimento interno, integração de novos colaboradores. Mantém a capacitação de longo prazo.
  • Trabalho interno planejado. Sessões de estratégia, melhoria de processos, avaliação de ferramentas. Mantém a empresa funcionando.

Atrito operacional:

  • Overhead administrativo. Preencher timesheets retroativamente, correr atrás de aprovações, reconciliar relatórios de despesas, digitar os mesmos dados em vários sistemas. Nada disso cria valor para o cliente ou para a empresa.
  • Coordenação interna e relatórios. Reunião de status na segunda-feira em que cada um repete o que fez na semana passada. Gerente de projeto montando relatório a partir de planilha. Mensagem no Slack para descobrir quem está disponível para o próximo projeto. Essa categoria cresce rápido conforme a empresa escala, e é onde está a maior oportunidade.

Na nossa experiência com empresas de serviços de médio porte, as categorias de atrito (admin e coordenação) consomem de 40% a 60% de todo o tempo não faturável. Na prática, de 12% a 18% da semana de um consultor vai para tarefas que poderiam ser reduzidas ou automatizadas.

Quais Atividades Não Faturáveis Dá Para Reduzir?

Nem todo tempo não faturável deve diminuir. Cortar treinamento ou desenvolvimento comercial para aumentar utilização é um ganho de curto prazo que cria problema de longo prazo. O objetivo é proteger as categorias estratégicas e reduzir o atrito.

Quatro áreas merecem atenção primeiro:

  • Apontamento de horas. Se seu time preenche timesheets na sexta à tarde de memória, você está perdendo precisão e queimando tempo. Já abordamos por que isso importa. Sistemas que permitem registrar horas contra tarefas ativas em tempo real eliminam a adivinhação de fim de semana.
  • Relatórios de status. Se um gerente de projeto gasta duas horas montando uma atualização semanal puxando dados de e-mail, planilhas e uma ferramenta de controle de horas separada, o problema não é o relatório. O problema é a quantidade de lugares onde os dados ficam. Um sistema que acompanha progresso do projeto, tempo e orçamento num lugar só transforma o relatório em subproduto, não em projeto à parte.
  • Coordenação de recursos. “Quem está disponível na semana que vem?” não deveria exigir três mensagens no Slack e uma consulta na planilha. Quando dados de alocação e projeto ficam juntos, disponibilidade vira uma consulta, não uma conversa. Isso se conecta diretamente ao planejamento de capacidade.
  • Digitação duplicada de dados. Dados do cliente inseridos no CRM, depois reinseridos no sistema de projetos, depois reinseridos na ferramenta de faturamento. Cada reinserção é tempo perdido e um erro a mais. Sistemas integrados registram uma vez só.

A Conta de Recuperar Cinco Pontos

Pegue uma empresa de serviços com 25 pessoas faturando a uma média de R$ 250 por hora e utilização de 69%. Cada pessoa fatura aproximadamente 27,6 horas por semana.

Se você reduzir o atrito não faturável em cinco pontos percentuais (de 69% para 74% de utilização), cada pessoa fatura duas horas a mais por semana. Com 25 pessoas ao longo de 48 semanas úteis, são 2.400 horas faturáveis extras por ano.

A R$ 250 por hora, isso dá R$ 600.000 em capacidade de receita adicional. Ninguém trabalhou mais horas. Ninguém deixou de fazer treinamento. Você só removeu atrito.

Os dados de benchmark do SPI Research mostram que a diferença entre empresas na média (cerca de 69% de utilização) e as de melhor desempenho (acima de 75%) não vem de mais horas trabalhadas nem de menos investimentos. As melhores empresas têm menos atrito operacional. Gastam menos tempo com admin e mais com trabalho que gera receita ou constrói capacidade.

Perguntas Frequentes

O que é tempo não faturável em serviços profissionais?

Tempo não faturável é qualquer trabalho que um consultor ou colaborador faz e que não pode ser cobrado do cliente. Inclui reuniões internas, tarefas administrativas, desenvolvimento comercial, treinamento e coordenação operacional. Empresas saudáveis miram 20-30% de tempo não faturável, mas a composição importa mais que o total.

Como reduzir tempo não faturável sem cortar treinamento?

Separe o tempo não faturável em duas categorias: investimentos estratégicos (treinamento, desenvolvimento comercial, melhoria de processos) e atrito operacional (admin, relatórios de status, digitação duplicada). Proteja os investimentos e comprima o atrito. A maioria das empresas descobre que 40-60% das horas não faturáveis caem na categoria de atrito.

Qual é uma boa taxa de utilização faturável para uma consultoria?

Benchmarks do setor sugerem 70-80% como faixa saudável de utilização faturável. O benchmark SPI Research 2025 encontrou a média do setor em 68,9%, abaixo do limiar de 75% geralmente considerado necessário para rentabilidade forte. Acima de 85% há risco de burnout e queda de qualidade.

Como o Tier2 Keel Reduz o Atrito

O overhead administrativo descrito acima (digitação duplicada, dados de projeto espalhados, relatórios manuais) existe porque a maioria das empresas de serviços opera com ferramentas desconectadas. Um CRM aqui, um gerenciador de projetos ali, uma planilha para planejamento de recursos e mais um sistema para faturamento.

O Tier2 Keel mantém todo o ciclo de vida num lugar só: captação de leads, entrega do projeto, apontamento de horas e faturamento. Quando dados de projeto, alocação de recursos e financeiro estão no mesmo sistema, relatórios de status se montam sozinhos, apontamento de horas acontece no contexto certo, e “quem está disponível na semana que vem?” tem resposta sem precisar de uma thread no Slack.

Veja como o Keel funciona para empresas de serviços ou agende uma demonstração.

Os 30% da semana do seu time que não são faturáveis nunca vão chegar a zero. Mas a parte gasta com atrito pode. Comece medindo o que preenche o espaço, não só o tamanho dele.


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